8 de agosto de 2012

be different, be you

Algo que nunca entendi é o fato das pessoas quererem sempre mais e mais. Parece que nada está bom do jeito que está, que o que tem não é o suficiente. Isso me faz lembrar de uma teoria de Rousseau, que dizia que o homem é naturalmente bom, mas a sua maldade e sua deterioração veio com o surgimento da propriedade privada e o convívio em sociedade. Desde que viemos a esse mundo, nos são repassados valores gananciosos e egoístas, e sempre vimos a sociedade julgar alguém como bom ou ruim pela sua riqueza, posse e fama.

Em Ética a Nicômaco, Aristóteles dividiu os bens da vida humana em três classes: aqueles que são da alma, aqueles que são do corpo e aqueles que vem de fora. Ou seja: o que um homem é, o que um homem tem, e por ultimo, o que um homem representa.
Visto isso, sinto dizer, mas a sociedade julga o que um homem é pelo que ele tem e o que ele representa, e não pelo seu caráter, personalidade e sua moral. A partir disso, os homens passaram a buscar somente riquezas, posses, honra e glória, e aos poucos esqueceram-se de edificar seus valores morais, seus pensamentos e o seu intelecto, resultando então em uma sociedade fútil e sem valores, em que a riqueza e a fama é mais importante do que o próprio ser.

"A riqueza assemelha-se a água do mar, quanto mais dela se bebe, mais sede se tem." - (Arthur Schopenhauer, em Aforismos para a Sabedoria de Vida)

Devemos pensar um pouco mais em investir no nosso ser. Os nossos maiores bens estão em nós. Um caráter nobre, uma mente capaz, uma personalidade forte, um temperamento feliz, são o que há de mais importante, por isso deveríamos nos preocupar em desenvolve-los e conserva-los ao invés de nos preocuparmos na posse de bens e honra exteriores. A sorte pode mudar, mas a nossa índole, nunca.

Esses dias me deparei com uma passagem do filósofo Friedrich Nietzsche (do livro "A Vontade de Poder") muitíssimo interessante. Como construir uma personalidade, resumido em oito perguntas. E aqui estão elas:

  • "Queremos simplificar-nos, ou diversificar-nos?"
  • "Queremos ser mais felizes, ou indiferentes à felicidade e à desgraça?"
  • "Queremos ficar mais satisfeitos conosco, ou mais exigentes e mais impiedosos?"
  • "Queremos tornar-nos mais amigáveis, mais indulgentes, mais humanos ou mais desumanos?"
  • "Queremos ser mais prudentes ou mais impulsivos?"
  • "Queremos atingir um fim, ou evitar todos os fins - como por exemplo, faz o filósofo para o qual toda a espécie de fins tresanda, despropositadamente, a limites impostos, mesquinhez, prisão, toleima?"
  • "Queremos ser mais respeitados e mais importantes, ou mais desconsiderados?"
  • "Queremos tornar-nos tiranos, ou impostores? Pastores, ou carneiros?"

E então, no que você quer investir? Em você ou no que os outros acham que se deve investir?
Muitos se importam com a opinião alheia, com o que os outros tem e eles não, e por muito, esquecem-se da sua essência. Seja diferente, mostre que você tem valor, e que não precisa de fama e riquezas para isso. Seja o que o mundo precisa e não o que a sociedade quer que você seja. 
Invista em você, seja você. O nosso ser já tem esse nome "ser" por que quer apenas que sejamos e nada mais.

2 comentários:

  1. Belo POST...o ser humano é muito individualista...se preocupando apenas em conquistar poder e poder...a sociedade em si julga a pessoa pelo que ela tem ou pelo que ela veste...um teste simples para ver a que ponto chegamos...pegue um "RICO" e o vista de "POBRE MENDIGO" mande-o há um shopping por exemplo, por mais dinheiro que ele tenha com certeza não poderá entrar pelo simples fato de estar mal vestido ou com suas vestes rasgadas...agora se o mesmo retornar bem vestido será EXTREMAMENTE BEM RECEBIDO...nós infelizmente vivemos numa sociedade mesquinha e ignorante.

    Mais uma vez parabéns pelo raciocínio.

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